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    Mil de mim

     

    Sou assim
    Duas de mim
    Às vezes três
    Quatro... cinco... seis
    Sou uma por mês
    Me diversifico
    Tem horas que grito
    Vivo num conflito
    Mostro ao mundo minha dor
    Outras horas, só sei falar de amor
    A mais romântica
    Melodramática
    Estática

    Chorosa e nervosa
    Carente e decadente
    Vingativa e inconseqüente
    Aí quando menos me percebo
    Me transformo em mulher cheia de medo
    Cheia de reservas
    Coberta de sutilezas
    Séria e sem defesa
    No minuto seguinte
    No papel de mulher fatal
    Viro logo a tal
    Aí sou dona do mundo
    Segura e destemida
    Altiva e atrevida
    Rasgo meus segredos ao meio
    E exponho num roteiro
    De poesia ou texto
    Agrido, inflamo
    Conto o que ninguém tem coragem de contar

    Explico detalhes que é bom nem lembrar
    Sou assim
    Várias de mim
    Sorriso por fora
    Angústia toda hora
    Por dentro um tormento
    No rosto nenhum sofrimento
    No corpo uma explosão de prazer
    Nos olhos, meu desejo deixo perceber
    Melhor nem me conhecer
    Fique com minhas letras
    Com as minhas palavras
    Na vida real sou bem mais complicada
    Sou mil

    E quem tentou, descobriu
    Que viver ao meu lado
    É viver dentro de um campo minado
    Prestes a explodir
    Mas quem esteve nele
    Nunca quis fugir

    By: Silvana Duboc

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    Intensidade


    Nossos minutos estão contados
    Embora a aurora tenha ido ao alto
    Fizemos da noite o embrulho e o laço
    Com abraços, carinhos, beijos e sonhos;
    Os sortilégios esquecidos ficaram de lado
    Quando nossos corpos no sereno uniram-se
    E nada absolutamente nada foi fragmentado
    Nenhum canto esquecido no intimo desta noite
    Deixou de ser inteiramente preenchido e ocupado
    Certo de que o nosso impetuoso pensamento viaja
    Nas asas de um amor intenso, plenamente iluminado!

    Gerson F. Filho
     
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    Para um amigo muito especial...

       

    Prece de um Pára-Quedista

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    Dai-me, Senhor, o que Vos resta
    Dai-me, o que nunca ninguém Vos pede.
    Eu não Vos peço o repouso,
    Nem a tranquilidade,
    Nem a da alma nem a do corpo.
    Eu não Vos peço a riqueza,
    Nem o êxito, nem mesmo a saúde.
    Eu quero a incerteza e a inquetude,
    Eu quero a tormenta e a luta...
    E concedei-me-las, Senhor,
    Definitivamente
    Que eu tenha a certeza de as ter para sempre.
    Porque não terei sempre a coragem,
    De Vo-las pedir.
    Dai-me, Senhor, o que Vos resta
    Dai-me, o que os outros não querem.
    Mas dai-me também a coragem,
    E a força e a fé...

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    "Dos fracos nao reza a história e que por vencidos nunca se conheçam"
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    o que é uma menina?

     

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    Muita atenção que vou dar uma receita de menina.

    Para se fazer uma menina, toma-se uma xícara de felicidade, dois baldes azuis, pétalas de rosas, um pouco de glacê, um punhadinho de areia, três conchinhas róseas, uma colherada de imaginação.

    Acrescente-se também um pouquinho de sal e muito açúcar e mel, uma casquinha de sorvete, o dengo de um gatinho novo e três gotinhas de perfume. Não esquecer de um espelhinho prateado, pois uma menina é antes de tudo mulher, e logicamente vaidosa.

    Recolha com cuidado uma gotinha de orvalho, o brilho de uma jóia, todas as matizes de um quadro de Renoir, uma pitada de sonhoe muito carinho. Consiga um pouco de brisa que sopra do mar, uma colherinha da luz das estrelas, um sorriso inesperado, o ruído de uma onda na praia e deixe tudo isso ao luar. Misture e acrescente muita ternura e amor, um pouco de teimosia e muita curiosidade, uma lágrima e duas asinhas de beija-flor.

    Assim que são feitas as meninas. São as coisinhas mais lindas que existem na terra, são muito frágeis e ao mesmo tempo fortes e resistentes. Com apenas uma lágrima comovem o mais duro dos corações, pois, ninguém resiste a um pedido acompanhado de um beijo molhado.

    Uma menina parece que nasce sabendo ter a responsabilidade de suavizar e colorir a vida.

     

    Carta de Seth (filme "Cidade dos Anjos")

    Sou feito de sentimentos, emoções, de luz, de amor.
    Sou a voz que você ouve quando pede um conselho,
    sou quem te toma nos braços quando necessita,
    talvez, agora, enquanto lê essas palavras, eu esteja aí, ao seu lado, olhando dentro dos seus olhos como quem quisesse enxergar
    o que teu coração demonstra, mais tarde... à noite, quando você se deita...
    sou quem nina seus sonhos sentado ao seu lado
    esperando você dormir... dizendo que tudo vai ficar bem.

    Se ao menos você pudesse me perceber,
    se notasse o que sinto ao seu lado...
    basta você querer,
    basta por alguns instantes esquecer seus problemas,
    fechar os olhos, como se nada mais existisse,
    me deixe chegar perto de ti... te abraçando...
    sinta meu coração batendo ao compasso do teu...
    sinta que não está sozinha, nunca esteve!
    Apenas esqueceste de olhar mais com os olhos do teu coração...
    então abra os olhos... veja os meus... me conheça.

    Quem sou eu para pedir para que me note?
    Apenas um anjo que se deixa levar por suas emoções,
    que desconhece o que é errado... se entrega, se rende...
    vagando por estrelas, nuvens, pelo céu escuro da noite...
    olhando pelos outros, despertando amores, anseios,
    paz nas almas que fraquejam,
    sentado ali de cima olhando você...
    te observando... deixando, às vezes, uma lágrima cair
    e se fazer uma gota de sereno que te toca os lábios...
    lágrima essa por não poder nada mais que apenas te ver...
    sentir sem poder tocar.

    Manifestando através de pequenas coisas,
    como um sorriso sincero nos lábios de alguém que você não conhece,
    o toque de uma criança a te fazer carinho,
    palavras escritas nas páginas de um livro que te chamam atenção,
    palavras que mexem e emocionam o coração ditas do nada,
    como um sussurro em seu ouvido...
    e se um dia uma brisa leve e suave tocar seu rosto,
    não tenha medo,
    é apenas minha saudade que te beija em silêncio.

    Os humanos têm um hábito muito peculiar
    de julgar seus semelhantes por sua aparência,
    de rotular pessoas as quais nunca viram...
    apenas pelo modo como ela se apresenta...
    porém, consigo ver dentro de cada um o que realmente são...
    e me assusto algumas vezes em como podem os humanos
    deixar-se levarem por embalagens, por invólucros...
    deixam de terem muitas vezes ao seu lado verdadeiros tesouros,
    amizade sincera, lealdade, companheirismo...
    simplesmente por não terem gostado do rosto do indivíduo.

    Imagine uma roseira cheia de espinhos,
    ninguém acreditaria que dela pudesse brotar uma rosa tão bela,
    sensível e delicada

    É do interior que nascem as flores.
    Pude conhecer seu interior...
    me deparei com uma flor linda...
    e com muitas qualidades.
    Se preserve assim...
    muitas vezes é melhor sermos o que realmente somos...
    a viver como as pessoas acham que deveríamos ser...

    Não existe ninguém melhor, ou pior que ninguém...
    apenas diferentes umas das outras e essas diferenças
    são que mostram quem realmente você é.

    Fico assim... dizendo as coisas que me aparecem dentro do peito,
    contando o que se passa em mim, como se estivesse desabafando...
    pois Deus nos fez para cuidar dos outros...
    e quem cuidará de nós?
    Continuarei aqui...
    meio que escondido, ao teu lado, te olhando, te sentindo...
    esperando para que um dia você deixe seu coração "olhar" e me ver...
    daí, enfim, poderia eu mostrar o quanto você é especial pra mim.

    Um poema deixado no ar,
    palavras implorando para viver como uma estrela que o dia não vê
    e que espera a noite chegar para poder mostrar-se,
    a canção de amor que sai da sua boca...
    são as coisas que sempre sussurro ao seu coração,
    tento traduzir emoções que nunca senti antes,
    algo realmente novo para mim,
    paz, atracção, paixão, amor,
    algo especial...
    sincero...
    verdadeiro......
     
    cidadedosanjos
     
     

    Ser Feliz

    Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo.
    E que posso evitar que ela vá à falência.
    Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios.
    Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se autor da própria história.
    É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da alma.
    É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
    Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
    É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".
    É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
    Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo... "

    Fernando Pessoa
     
     
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    Procura-se um amigo

     
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    Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

    Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

    Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

    Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

    Vinícius de Moraes

    Tenho um fraquinho por ti

    "Tenho um fraquinho por ti. Convidas-me para um café, pedes-me um conselho, que tal esta gravata, que chatice, o selo do carro, que giro o novo modelo e eu, um fraquinho por ti. Telefonas-me que não dormes, preocupado, amolgado, que porcaria de dia, o IRS, a multa, o escalão, o modelo, o formulário. Queres a bica bem cheia, o bife mal-passado e dispensas, displicente, a sobremesa cubista, enquanto eu me lambuzo e te sorvo, envergonhada, atenta, vidrada. Falas-me da família, da mulher que te controla, a chata, a querida, que te adivinha os humores e te descasca a fruta, redonda, pressurosa. Que te apareceu uma alergia e uma antiga namorada, mais os pneus carecas e a revisão atrasada, conheces alguma oficina. E eu que sim e um fraquinho, um fraquinho por ti. Que brilhantes banalidades, que importantes frivolidades. Uma áurea que te envolve como uma mortalha inspirada, o que dizes a parecer brilhante, dramático e engraçado, tens carradas de razão. Os olhos e os pulsos, tão estreitos e tão peludos, a pose arrufiada e a madeixa desarrumada. Um lanche, uma tarde, uma conversa banal, e eu esbugalhada, à beira de te levar a sério, e sai um baile de finalistas, um tiro no porta-aviões, os cinco do euromilhões, um solstício de Verão. Largas pérolas de sabedoria que sopras na minha boca, que abre e se arrasta, do centro até às bochechas, num riso quase devoto, fugaz e brincalhão, como um daqueles duendes que desarrumam as casas. Que gostas muito, muito dela, que és doido pelas crianças, as caraíbas e a eurodisney, que este ano é que vai ser, que maravilha, que homem amável, daqueles que não há mais, que grandezas vislumbro, nesta apologia sentida do entorno familiar, nesta pública devoção. E eu, fraquinha, fraquinha (fraquinha por ti)."


    in um amor atrevido
    (daqueles blogs mesmo para ler do princípio ao fim)
     

    O amor e a liberdade

    “Uma mãe e a sua filha estavam a caminhar pela praia. A certa altura, a menina disse:
    - Mãe, como se faz para manter um amor?
    A mãe olhou para a filha e respondeu:
    - Agarra num pouco de areia e fecha a mão com força...
    A menina assim fez e reparou que quanto mais forte apertava a areia com a mão com mais velocidade a areia se escapava.
    - mãe, mas assim a areia cai!!!
    - Eu sei, agora abre completamente a mão...
    A menina assim fez mas veio um vento forte e levou consigo a areia que restava na sua mão.
    - Assim também não consigo mantê-la na minha mão!
    A mãe, sempre a sorrir disse-lhe:
    - Agora pega outra vez num pouco de areia e mantenha a mão semi aberta como se fosse uma colher... bastante fechada para protegê-la e bastante aberta para lhe dar liberdade.
    A menina experimenta e vê que a areia não se escapa da mão e está protegida do vento.
    É assim que se faz durar um amor...
    Se você quer muito alguma coisa, deixe-a livre... Se ela voltar será sua para sempre, se não, é porque nunca foi sua de verdade.”

    A LIBERDADE É O ESPAÇO QUE A FELICIDADE PRECISA!
    São imensas a vezes em que, em nome do amor, prendemos o outro, chantageamos emocionalmente, vitimizamo-nos, acusamos enquanto apontamos o dedos às vezes que "...já fiz por ti e tu não...".
    Nestas alturas a ideia de amor disfarça a necessidade de se sentir amado.
    Amar é libertar, dar espaço ao outro para Ser, é aceitar as suas diferenças e o seu jeito de amar.
    Como é fácil dizer e tão difícil não termos ciúmes nas alturas em que, não contentes connosco próprios, lançamos a responsabilidade no outro, angustiando-nos com pena da nossa pessoa, que tão coitadinha sente que "...nunca ninguém gostou de mim...".
    Coloca a sementinha do amor no teu interior, onde o terreno é fértil. Rega com carinho, aceitação, respeito e amor-próprio. Arranca as ervas-daninhas que, em jeito de pensamentos negativos, minam a tua auto-esima e te incitam a culpabilizar os outros pelos teus momentos menos bons. Demora 4 estações, mas a colheita será forte e duradoira, continuando a lançar novas sementes de esperança no teu coração.
    A abundância dar-te-á vontade de partilhar. Pelo teu amado, pela tua família, pelos amigos, colegas, ...
    O Amor Liberta, a começar por ti...


    “Amor: Expressão da Liberdade

    O amor e a liberdade fazem parte de um só.
    Andam juntas a caminho da felicidade.
    Sem liberdade não há amor.
    Como podemos amar sem liberdade?
    Sufocando quem nós amamos?
    O verdadeiro amor não espera nada em troca.
    Simplesmente se deixa fluir sem medo.
    Entrega-se pelo simples desejo de se entregar.
    Acontece naturalmente.
    Não se pode controlar a pessoa amada.
    A felicidade de quem amamos, tem que ser nossa principal alegria.
    Mesmo se essa felicidade for com outra pessoa.
    Um amor sem renúncia, não é amor, se torna egoísmo.
    Entra num caminho em rumo a própria felicidade.
    Tornando-se egoísta, se envaidecendo por ter a pessoa ao lado.
    E se esquecendo da felicidade a dois.
    O amor é puro, inocente, uma empatia profunda....
    E principalmente expressa liberdade.

    Beatriz alípio”

    Para finalizar, os relacionamentos amorosos devem ter como base a liberdade individual de cada um. Pessoas livres têm potencialidades maiores para experimentar relações mais conscientes, gratificantes e duradouras. Quando as pessoas entendem que relacionar-se amorosamente com alguém não significa fechar-se para o mundo, elas transformam as suas maneiras de amar e viver.
    Saber respeitar, entender e aceitar o espaço individual do parceiro (a) é de vital importância em qualquer relação. Nos relacionamentos muito fechados, onde não existe espaço para que cada pessoa possa realizar os seus projetos, os seus sonhos e desejos pessoais, a falta de individualidade, acaba por trazer muita frustração para ambos.
    Numa relação responsável subentende-se que o companheiro (a) é uma pessoa livre, que tem direitos e vontades próprias. É importante que a pessoa se sinta aceite e amada para que consiga expressar os seus sentimentos e desejos. A Liberdade e o amor devem andar sempre juntos, pois nutrem-se mutuamente. Quando alguém dá amor mas não oferece liberdade, faz com que esse amor, aos poucos, vá perdendo a sua capacidade de pulsar.
    Sentimentos de apego e insegurança limitam a capacidade de amar, fazendo com que o casal se torne escravo de seus próprios medos. A pessoa que não tem espaço suficiente para realizar as coisas que gosta, também não oferece ao companheiro (a), oportunidades para crescer e ser livre.
    O resultado final de uma relação como esta, é uma grande decepção que se acumula durante os anos de convívio. Exemplos não faltam. Existem casos de mulheres que tiveram que abandonar as suas carreiras profissionais em prol dos seus casamentos, simplesmente por medo de serem rejeitadas pelo marido. Também há homens que deixaram os seus amigos ou hobbies porque as suas mulheres não aceitavam tal conduta. O que se vê, são homens e mulheres que deixam de ser eles mesmos para agradar o outro.
    Esses casais limitam-se, podam-se e aniquilam as suas próprias identidades.
    Indivíduos que vivem relacionamentos baseados em apego e dependência, não conseguem ultrapassar as fronteiras do medo, da carência afectiva e da submissão. É preciso coragem e muito amor para estimular o parceiro na realização dos seus sonhos, o que resultará certamente em relações duradouras e gratificantes para ambos.

    O AMOR E A LIBERDADE (OSHO)
    É um fato conhecido: você não se apaixonar pela pessoa real, você se apaixona pela pessoa de sua imaginação.
    Você projeta sua imaginação em cima da pessoa amada, inconscientemente. Você cria um aura em torno dela e ela cria uma aura em torno de você.
    Você faz tudo parecer lindo, sonhando, evitando a realidade.
    Até quando? Até que a realidade começa a aflorar e os problemas começam a surgir.
    Esse é o conflito constante em todas as relações, em toda parte e desde sempre.
    Assim, podemos dizer que o amor é uma necessidade, mas, em si mesmo, insuficiente.
    Para agravar as coisa, quando digo "Eu te amo", significa: "Você também tem que me amar". "Você não deve amar mais ninguém e não quero compartilhar meu amor com mais ninguém".
    Daí surgem o ciúme, o sentimento de posse, o medo e outros conflitos mais que caracterizam a maioria das relações.
    Para que o amor prospere, é necessário liberdade, confiança.
    O amor permite liberdade. O verdadeiro amor não pode criar um cativeiro. Você ama tanto a pessoa que não interfere em sua privacidade.
    A exigência básica é: "Eu aceito a outra pessoa como ela é". "A felicidade da pessoa amada é a minha felicidade". No verdadeiro amor não existem condições.
    Dar amor é a verdadeira experiência. Aqueles que encontram a fonte do amor, amarão por nenhuma outra razão, além de simplesmente terem muito amor, sem nada exigirem em troca. 

    Os melhores momentos

    Apaixonar-se...Coração vermelhoCoração vermelho
    Rir até doer a barriga,Boca aberta
    encontrar milhares de mails de amigos quando abres o teu mail,
    Passear por lugares Lindos,Ilha com palmeira
    Ouvir a musica perferida vezes sem conta,Nota
    Deitar na cama e ouvir a chuva a cair lá fora,Chapéu-de-chuva
    Sair do duche e ter a toalha bem quentinha
    Receber uma chamada de alguem que nao `vês á muito,Telemóvel
    Uma boa Conversa,RapazRapariga
    Encontrar dinheiro numas calças que nao vestias á já algum tempo, Smiley
    Rir de ti mesmo Smiley Smiley Smiley
    Rir sem motivo Smiley
    Fazer novos e bons amigos Smiley Abraço para a esquerdaAbraço para a direita
    Sentir cócegas na barriga cada vez que vês a "tal" pessoa Smiley
    O primeiro beijo Smiley Lábios vermelhos
    Ver felizes as pessoas que amas  

    Uma Carta

     Eu seria capaz de deixar isto e procurar-te
    Nas minhas mãos há um cansaço destas coisas todas
    Estar em casa é semelhante a nunca estar em casa
    E sobra-me esta paz de estar aqui nos meus chinelos

    Há pouquíssimo pó nos móveis grandes que me cercam
    Abro a janela e nem por isso faço entrar o vento
    Se eu fosse atrás de ti iria atrás do que já fui
    Que era não ser nada e não ter nada e estar feliz

    Há talvez um lugar onde fizeste uma cabana
    Talvez corras ainda atrás de coisas que não são
    E guardes junto ao fogo esse lugar que já foi meu
    Se eu fosse atrás de ti iria atrás do que já fui

    Paulo Geraldo in  http://cidadela.com.sapo.pt/


    O pequeno dever

    Há uma falta de sal em tudo, uma falta de cor, uma falta de encanto.
    Perdemos qualidade. Nas canções, nas danças, na literatura, na pintura, na arquitectura... Os nossos heróis são pessoas vulgares que se pintaram, ou, então, canalhas por quem nos deixámos enganar.
    Quando fazemos turismo, visitamos antigos monumentos ou os monumentos da natureza: há muito que não fazemos nada que mereça ser apreciado. As grandes obras desta época foram coisas destinadas a fazer dinheiro...
    Quando lemos (de qualquer modo sempre preferimos um filme, porque dá menos trabalho e é mais rápido...), lemos os livros que estão na moda. A moda, porém, não resulta - principalmente nos dias que correm - de um critério de qualidade, mas de campanhas publicitárias bem estudadas, que se destinam... a fazer dinheiro. Os outros escolhem por nós. E recolhem todo o benefício.
    Somos homens entretidos com a nosso conforto e com o nosso prazer. Esquecemos que devíamos fazer da nossa vida uma obra-prima; que estávamos aqui para encher uma medida; que tínhamos um caminho empinado para percorrer.
    Recusámos a santidade - porque era trabalhosa - e, com ela, partiram a beleza, a poesia e o amor.
    Devia ser a busca da santidade a levar-nos por dentro de nós mesmos até chegarmos a um estado de tensão e de beleza interior que nos possibilitasse produzir coisas belas. Mas assim, não: ninguém pode dar aquilo que não tem.
    Esvaziámo-nos. E agora as nossas mãos desenham à nossa volta figuras vazias.
    Já nem sequer somos verdadeiramente capazes de amar. Por termos deixado de lutar contra o nosso pior inimigo - que somos nós mesmos, aquilo que de mau existe em nós - não somos verdadeiramente senhores das nossas pessoas. E, por isso, não temos a capacidade de nos darmos aos outros - que isso é o amor.
    Evitamos os compromissos sérios, fugimos das palavras que não têm retorno; fugimos, portanto, do casamento (e se não fugimos desfazemo-lo quando surgem dificuldades). E isso é outra manifestação de não sermos donos de nós mesmos, de não termos tido as vitórias interiores necessárias para sermos homens no verdadeiro sentido da palavra. Não somos livres.
    Os santos e os heróis... reduzimo-los a bonecos de gesso, a estátuas de calcário fora de moda colocadas em igrejas ou praças. Não olhamos para eles. Admitimos - convém-nos admitir isso... - que não passam de lendas: como seria possível a existência de homens tão diferentes daquilo que agora vemos em nós e à nossa volta? Passamos por alto, com a maior das facilidades, os milhões de documentos históricos...
    E, no entanto, a santidade não é nem impossível nem feita de coisas estranhas: constrói-se no dia-a-dia, com as coisas e as situações em que tocamos habitualmente. Um homem que admiro muito e que nasceu há cem anos escreveu, entre muitas outras coisas, isto: "Queres deveras ser santo? Cumpre o pequeno dever de cada momento: faz o que deves e está no que fazes". (Josemaría Escrivá, "Caminho", n.º 815)
    Um sorriso amável no meio do cansaço, terminar bem uma tarefa profissional, deixar um objecto arrumado no seu lugar, fazer neste momento o que não deve ser adiado, optar pelos meios honestos, procurar a verdade de cada situação, prestar um pequeno serviço a quem está perto de nós. Hoje um pouco melhor do que ontem.
    O pequeno dever de cada momento: não é preciso ir longe para chegar longe!.."

    In Paulo Geraldo

    Era Isto

    Gostarmos de trovoada e assistirmos a tempestades deitados de barriga para cima e braços abertos. No chão da sala, em silêncio, de mãos dadas. Às escuras (as velas num canto a tremeluzir, enquanto a chuva bate grossa nas janelas).
    Um bom filme, a manta mais quente, Salada de Rucola com Parmesão , Spaggetti "al dente" com Tomate Fresco sem sair do sofá.
    Uma garrafa de vinho tinto ao pé da lareira.
    Um resumo do dia, o silêncio confortável do amor. Um ataque de riso cúmplice. Os teus discos,os meus livros.Os teus olhos.
    A casa com a sala de parede de vidro, com vista para o jardim ( com chão de carvalho onde, juntos, nos podemos deitar a ouvir a trovoada).
    A certeza dos beijos e dos abraços e da procura constante do corpo um do outro para adormecer ( ou para apaziguar um pesadelo porque a vida tem tantos).
    Croissants com chocolate às 6 da manhã porque a conversa é urgente, tão urgente, e no Sábado podemos dormir a manhã toda ( e depois, sair de casa para almoçar peixe saídinho do mar, daquela mesma praia ).
    Voltar a casa.( Nunca mais vais estar sozinho ).
    Troveja outra vez. Hoje apetece - me chocolates ( e eles aparecem ). E apetece -me adormecer a ouvir as tuas histórias.

    Era isto.

    Palavras

    Há palavras que nos beijam
    Como se tivessem boca
    Palavras de amor, de esperança
    Que imenso amor de esperança louca

    Palavras nuas que beijas
    Quando a noite perde o rosto
    Palavras que se recusam
    Aos muros do teu desgosto

    De repente, coloridas
    Entre palavras sem cor
    Esperadas, inesperadas
    Como a poesia ou o amor

    O nome de quem se ama
    Letra a letra revelado
    Num mármore, distraído
    No papel abandonado

    Palavras que nos transportam
    Onde a noite é mais forte
    Ao silêncio dos amantes
    Abraçados contra a morte

    Era uma vez...

    Era uma vez um pássaro. Adornado com um par de asas perfeitas e lindas penas reluzentes, coloridas e macias, era um animal feito para voar livre e feliz no céu, alegrando quem o observasse. Um dia, uma mulher viu-o e ficou maravilhada a ver o seu voo, com os olhos brilhando de emoção, enquanto o seu coração batia mais depressa. Apaixonou-se por ele e convidou-o para voarem os dois.
    Os dois viajaram pelo céu azul em completa harmonia. A mulher admirava, venerava e celebrava aquele pássaro magnífico, mas entao, pensou:
    - "Talvez ele queira conhecer outros céus, outras montanhas distantes!"
    Entao, a mulher sentiu medo de nunca mais sentir aquela sensação maravilhosa com outro pássaro, e sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do lindo pássaro! E sentindo-se sozinha, pensou:
    - "Vou montar-lhe uma armadilha e da próxima vez que ele surgir, ele nao partirá mais!"
    O pássaro que também estava apaixonado pela mulher, voltou no dia seguinte e caiu na armadilha, posta por ela, ficando preso numa gaiola.
    Todos os dias, ela olhava para o seu pássaro. Ali estava o objecto da sua paixão e mostrava-o ás suas amigas, que comentavam:
    -"Mas tu és uma pessoa cheia de sorte!"
    Entretanto, começou a processar-se uma estranha transformação nela. Como já tinha o pássaro e já não precisava de o conquistar, foi perdendo todo o interesse que tinha nele. O pássaro, sem poder voar livremente e exprimir o sentido da sua vida, foi definhando, perdendo o brilho das suas penas e ficou muito feio. A mulher já não lhe prestava admiração nem atenção, apenas o alimentava e limpava a sua gaiola!
    Um dia, ela encontrou o pássaro morto e ficou muito triste, começando a pensar nele constantemente, recordando o dia em que o vira pela primeira vez, voando livre e feliz por entre as nuvens, no céu azul. Já não se lembrava da gaiola onde o tinha aprisionado!
    Se ela se observasse a si mesma, descobriria que o que a emocionara tanto no pássaro, era a liberdade dele, a energia e a dança das suas asas em movimento e nao o seu corpo físico. Sem o pássaro, a sua vida também tinha perdido o sentido e um dia a morte veio bater-lhe à porta.
    -"Porque vieste?" - perguntou ela à morte.
    -"Para que possas de novo voar com ele, nos céus", - respondeu a morte - "Se o tivesses deixado partir e voltar sempre, ama-lo-ías e admira-lo-ías ainda mais; porém, agora precisas de mim para poderes encontrá-lo de novo!"

    ...AMOR VERDADEIRO

    Quando encontrares alguém e esse alguém fizer o teu coração parar de funcionar por alguns segundos,
    presta atenção: pode ser a pessoa mais importante da tua vida.
    Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradece: Deus mandou-te um presente divino... O Amor.
    Se conseguires, em pensamento, sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do teu lado...
    Se achares a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
    Se não consegues imaginar, de maneira alguma, um futuro sem essa pessoa ao teu lado...
    Se preferes morrer, antes de ver a outra partir: é o amor que chegou à tua vida. É uma dádiva.
    Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.
    Não deixes que as loucuras do dia-a-dia te deixem cego para a melhor coisa da vida:
    . . . O Amor

    "Dawn is a feeling, a beautiful ceiling,

    "Dawn is a feeling, a beautiful ceiling,
    The smell of grass just makes you pass into a dream.
    You're here today, no future fears,
    This day will last a thousand years.
    If you want it to.

    You look around you, things they astound you,
    So breathe in deep, you're not asleep open your mind.
    You're here today, no future fears,
    This day will last a thousand years,
    If you want it to.

    Do you understand that all over this land there's a feeling?
    In minds far and near, things are becoming clear with a meaning.

    Now that you're knowing, pleasure starts flowing,
    It's true life flies, faster than eyes could ever see.
    You're here today, no future fears,
    This day will last a thousand years,
    If you want it to. "

    (Moody Blues) 

    ...

    Fecha-me os olhos e poderei ver-te,
    mesmo sem pés poderei alcançar-te,
    mesmo sem boca poderei chamar-te.
    Corte-me os braços e adorar-te ei com o coração e com as mãos.
    Trespassa-me o coração
    latejará o meu cérebro.
    e, se incendiares o meu cérebro,
    mesmo assim,
    levar-te-ei no meu sangue.
     
    Anónimo

    Procuro...

    Olho o céu sem fim,à procura de ver a mesma estrela que tu vês.
    Procuro os viajantes que chegam de toda a parte,na esperança de encontrar alguém que tenha cheirado o teu perfume.
    enfrento os ventos à espera que me tragam uma mensagem tua.
    Vagueio pelos caminhos na esperança de ouvir uma canção que fala de ti
    E,olho os Homens que encontro só para descobrir no rosto deles um toque da tua beleza
     
    Anónimo

    Este Inferno de amar!

    Este inferno de amar- como eu amo!-
    Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
    Esta chama que alenta e consome,
    Que é a vida - e que a vida destrói -
    Como é que se veio a atear,
    Quando - ai quande se há-de ela apagar?
     
    Eu não sei,não me lembra: o passado,
    A outra vida que dantes vivi
    Era um sonho talvez... - foi um sonho -
    Em que paz tão serena a dormi!
    Oh! que doce era aquele sonhar...
    Quem me veio, ai de mim! despertar?
     
    Só me lembra que um dia formoso
    Eu passai... Dava o sol tanta luz!
    E os meus olhos que vaços giravam,
    Em seus olhos ardentes 0os pus.
    Que fez ela?eu que fiz? - não no sei;
    mas nessa hora a viver comecei ...
     
    Almeida Garrett